2016-05-27 – Reportagem da 16ª Concentração do Moto Club de Prado

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16ª Concentração do Moto Club de Prado

27 a 29 de Maio – Praia Fluvial do Faial, Vila de Prado, Braga

 

Este foi o meu primeiro ano nesta festa que tem o mesmo tempo de vida que o Motard FM. Há quase 16 anos que conheci um dos membros mais carismáticos deste Clube: O Fernando “Feio”. Curiosamente, durante o fim de semana, ele foi lembrado durante várias conversas de amigos.

Posso dizer que, o que ouvi falar anteriormente sobre esta concentração confirmou-se. Esta festa decorre num local fantástico, tem boa comida, o pessoal é bem acolhedor, divertido e simpático e é uma das festas que marca a diferença em pleno Minho.

Não fiquei minimamente desiludido – excepto com o tempo do fim de semana…

Da vila em si, pouco há a dizer excepto que as gentes são pacatas e temos tudo o que precisamos bem como a calma típica de uma pequena vila. Há no entanto várias lendas e histórias ligadas à região. Por exemplo, a Ponte de Prado que fica a poucos metros do local da concentração, que muito tem já de antiga, relembra os alegados verdadeiros amores do Rei Leonês por uma dama natural desta vila.
A história conta que depois de uma enorme cheia no rio Cávado que quase havia destruído a ponte e verificando o monarca o mau estado da mesma, ordenou a sua rápida reconstrução para poder visitar D. Branca Guterres de dia ou de noite, acompanhado da sua polícia ou disfarçado em homem do povo, sem ter sequer de admitir que seus amores fossem prejudicados por uma ponte que causava pânico a quem sobre ela passava.

Desta ponte diz-se que, quem comer um ovo cozido sobre a ponte quando soam as doze badaladas da meia-noite do dia de Páscoa, lançando as cascas ao rio e entoando aleluias, ou comer amêndoas nesse mesmo dia, ficará sem dores de cabeça durante todo o ano.

Relativamente à festa do Moto Club de Prado (MCP), fiquei de boca aberta com a beleza, localização e condições deste espaço contíguo ao clube de canoagem e lado a lado com o rio Cávado. Relvado, tendas a poucos metros da agua límpida do rio – que só não foi palco de mergulhos devido ao tempo – e um espaço inteiramente relvado onde não faltava sequer sombra de arvores.

Tínhamos várias barracas de feirantes, um enorme palco, vários bares e uma enorme tenda – cortesia dos Leões da Serra – que protegeu e de que maneira quando a chuva teimava em cair ou servia para descansar as pernas enquanto se bebiam copos com os amigos.

Ora os amigos, mesmo com o mau tempo vieram. Dizia-me um velho conhecido que “neste fim de semana é que se viu quem anda nisto por gosto e não anda para dar nas vistas”. Apesar de tudo, ainda se notaram algumas ausências. O que é certo é que revi amigos Minhotos que já não via há anos e conheci outros tantos.

Para registo, as inscrições atingiram as 400 e estiveram cerca de 50 Motoclubes/Grupos representados. E choveu…

Quanto a um aspecto que muitos ligam – a comida – sem ser nada do outro mundo, agradou a todos, foi servida muito bem feita, com abundância e simpatia no refeitório da Cruz Vermelha a cerca de 200 metros do espaço da concentração. O almoço de domingo é que foi servido na tenda gigante do recinto e incluiu picanha e bacalhau frito. Estranhamente e apesar de estarmos na região do vinho verde, não cheguei a provar o dito…

É curioso que, o MCP já há uns anos que não divulga quem vai actuar na festa. Garanto-vos que não é preciso porque quem aqui vem não é pelos espectáculos mas sim pelo convívio e pelo espaço.

No entanto, na sexta feira tivemos os Morangotango que puxou pelo pessoal – até a chuva quase estragar a noite – com as suas versões engraçadas e bem tocadas de temas antigos e menos antigos. Gostei. A noite fechou com o strip e uma DJ na tenda.

Depois de uma madrugada a “cascar” chuva, a manhã de sábado trouxe pingos quase até à hora do almoço. Depois do almoço deu algumas tréguas. Já com o recinto bem composto, tivemos musica com um trio – que estupidamente não apanhei o nome – na tenda. Eles animaram a malta da melhor maneira.

Durante a tarde, NH Pina e Jaque fizeram uma grande – e super divertida – exibição de freestyle. Eram largas as centenas de pessoas a ver.

Durante a tarde, o Ferro Velho ia recebendo as motas participantes no bike show. Infelizmente a chuva afastou alguns participantes.

Depois do jantar, um concerto com os Famma Show que, apesar de jovens, conseguiram puxar pelo público que enchia o recinto. A chuva deu algumas tréguas.

Tivemos a entrega de prémios aos Motoclubes, os agradecimentos e a entrega de prémios aos vencedores do bike show. A noite fechou com strip e… chuva…

No domingo, não choveu mas a Organização optou por não fazer o passeio. Ficou-se bem a aproveitar o sol até ao almoço.

Chego à conclusão que as concentrações do Norte – em especial do Minho – tem algo que não as tornam nem melhores nem piores mas apenas diferentes das de cá de “baixo”. Já tinha visto o exemplo de Barcelos e agora confirmei. Se me pedirem para explicar o porquê, apenas digo que tem quem experimentar para sentirem.

Parabéns ao MCP que mesmo com o tempo adverso não baixou os braços e, além de disponibilizar um magnífico espaço para a festa, não baixou os braços e tudo fez para que as coisas corressem o melhor possível. Quanto a mim, agradeço o convite do Rui Peixoto e a oportunidade de me ter feito conhecer uma concentração de referência a Norte. Para o ano, o mergulho no Cávado fica prometido! Agradeço ainda aos amigos que contribuíram para que este fosse um fim de semana bem passado e ao Jorge e ao Nuno da JF Produções pelos meios técnicos.

 

Texto e fotos

Raul Gomes

Motard FM 2016

 

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