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18 de Fevereiro – 2ª Megamanifestação Nacional Contra a Farsa das IPO’s

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Nota.
O próximo texto, não é bem uma reportagem mas sim um artigo de opinião que decidi partilhar com todos aqueles que se derem ao trabalho de ler. A partir daqui, que cada um tire as conclusões devidas.

Fomos talvez mais de 3 mil motociclistas que “nos demos ao trabalho” de preferir passar esta tarde de sol – que convidava a outras rotas – a lutar contra, por exemplo, o pensado modelo de inspecções aos motociclos previsto pelo Governo.
Modelo esse que, alegadamente, não foi pensado na real questão da segurança mas sim numa forma de termos – ainda mais – uma despesa anual. Curiosamente, foram divulgados números de vítimas em acidentes de mota que não especificam as causas directas que levaram aos mesmos, fazendo assim crer que, a esmagadora maioria acontece por problemas mecânicos no veículo mas deixando de lado outras causas como, o péssimo estado das estradas, a falta de respeito pela parte dos condutores de automóvel perante nós motociclistas e o facto de os acidentes acontecerem maioritariamente em vias fora de auto estradas.

Ora aqui há uma questão – a meu ver – pertinente; Se realmente as motas estão “mal cuidadas” mecanicamente, não era suposto a maior parte dos acidentes acontecerem nas auto estradas onde a velocidade praticada é maior?

Ainda outro ponto abordado neste domingo de protesto; A insistência do Governo para que os titulares de carta de condução da categoria B (Ligeiros) estarem habilitados a conduzir motos com 125 cm3 e se pensar que não é lógico nem seguro que assim seja. Na minha opinião e como profissional do ensino da condução, a formação em muitas escolas de condução talvez não seja a mais eficaz, já que, nem todos os meus colegas têm prática do que é conduzir um motociclo embora sejam legalmente habilitados para o fazer. Uma coisa é ter “conhecimento de causa” e outra é aquilo que os “livros” dizem. No meu caso particular, tento “remar contra a maré” e dar o máximo de conhecimentos práticos e teóricos daquilo que é “andar de mota” aos meus Candidatos a condutores mas, se em vez das 12 horas que a Tutela acha que é o número de aulas com que cada candidato a condutor aprende a andar de mota, passasse para – pelo menos – o dobro, talvez houvesse melhor formação ainda.

A questão aqui é que – e com as obvias excepções – os condutores de automóvel já sabem o que é andar “na selva” e quando agarram numa 125 tem a consciência se a vão saber conduzir e do que irão fazer para o transito. Cabe a cada um faze-lo. Agora se forem obrigados a ter que “tirar a carta” de 125, acredito que a esmagadora maioria desista de conduzir a mota e volte apenas a conduzir automóvel, perdendo-se assim mobilidade nas grandes cidades.
E muito mais haveria a dizer, desde a questão dos rails – alguns ainda – desprotegidos, dos valores injustos das portagens aos motociclos, do preço elevado do IUC que nos trata como fossemos ricos só por ter mota, do IVA elevado cobrado aos equipamentos de protecção usados por todos nós e das peças essenciais para a segurança da mota – se a taxa fosse mais baixa, o valor dos mesmos deixava-os mais acessíveis e nós ficaríamos efectivamente mais protegidos – entre outros.

Ficamos à espera que não seja preciso voltar à rua e fazer ouvir a nossa voz por nós e por aqueles que – podendo – não se juntaram neste domingo e preferiram outras paragens. Há liberdade e ela serve mesmo para isso mas, quando ganhamos ou perdemos calha a TODOS!
O Grupo Acção Motociclista esteve bem representado e, como organizador, esteve irrepreensível nas várias cidades onde as manifestações decorreram.

Obrigado ainda ao deputado Miguel Tiago pelo apoio e por estar do nosso lado, sendo ele também um Motociclista como nós!

Unidos vencemos, divididos, todos perdemos! (Pensem nisto…)

Texto
Raul Gomes
Fotos e vídeos
Silvana Grave
Motard FM 2018

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